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Gabriela Francheck fala sobre seu novo show “À flor da pele”

Gabriela Francheck fala sobre seu novo show “À flor da pele”
Por Analídia Ferri, em 20/10/2014, às 15:38 (atualizado em 01/08/2017, às 10:02)
Fotos: Luccas Martins Baptista / Divulgação

Com lançamento do seu novo show “À flor da pele”, marcado para o dia 22 de outubro, a cantora ribeirão-pretana Gabriela Francheck se entrega à sensibilidade e interpreta canções consagradas e letras de compositores locais. Confira nosso bate-papo com a  cantora, abaixo.  

O repertório inclui as conhecidas "Bolero de Satã", "Filosofia" e "Deus lhe pague", e ainda músicas inéditas de compositores da cidade. A cantora garante que o clima e a apresentação serão marcantes, não só pelos novos arranjos das canções, mas principalmente pela interpretação que apresentará no palco.

A cantora se apresenta ao lado dos músicos Leonardo Freitas (piano), Rafael Ramos (baixo), Ricardo Perez (percussão) e Thiago Carbonari (bateria), na próxima quarta-feira (22/10), às 20h30, no Sesc Ribeirão Preto. Os ingressos custam R$ 2 (comerciário), R$ 5 (meia) e R$ 10 (inteira), e o show não é recomendado para menores de 10 anos.

Quando começou a cantar?
Sempre fui muito envolvida com música, estudei desde criança e, na escola, era comum eu cantar ou tocar nos eventos. Em um desses eventos, um coralista da Cia. Minaz sugeriu que eu fizesse o teste para integrar o coral. E assim, com 13 anos, passei a fazer parte do Minaz. Paralelamente a isso, fui montando e participando de projetos com amigos, e cada vez eu era mais associada como cantora do que instrumentista.

Quais suas principais influências?
A poesia é algo que me encanta muito. Gosto dos interpretes que levam a sério isso e dos compositores e letristas que, com simplicidade, transpõem sentimentos tão difíceis de explicar. Ney Matogrosso, Maria Bethânia, Elizeth Cardoso, Mônica Salmaso, Fabiana Cozza e Elis Regina são meus cantores preferidos. No âmbito da composição, Paulo César Pinheiro, Edu Lobo e Guinga.

Quais suas principais participações em projetos da cidade?
Há uns 3 anos faço parte no projeto Choro da Casa, no qual fico com a parte da pesquisa de choro cantando. Esse projeto tem uma roda fixa às segundas, e uma semana inteira dedicada à divulgação do gênero para a população, no mês de abril, em parceria com o Sesc Ribeirão Preto.

Sou cantora e regente no Minaz que me proporciona participar dos mais diversos projetos de educação musical e formação de público para ópera e música erudita. Já participei de várias edições da Feira Nacional do Livro com projetos diferentes, e, em 2013, com um show solo que foi reapresentado esse ano no Projeto Copa Cultural. Tento estar sempre envolvida nos projetos de cultura da cidade e em projetos de amigos como o João da Gaita e Márcio Bá.

Como se deu sua formação musical?
Iniciei aos 7 anos as aulas de piano e, posteriormente, guitarra e violão. Me formei no conservatório de piano e, nessa época, já era bolsista no Minaz fazendo aulas de canto com a Gisele Ganade [diretora e maestrina do Minaz]. Ingressei no curso de música da USP Ribeirão Preto, onde me formei em 2012. Atualmente, estudo canto com Camilo Calandrelli e faço extensão no Conservatório Brasileiro de Música do Rio de Janeiro (CBM/CEU).

Como foi abrir o show do Gilberto Gil, em 2013, na Feira do Livro?
Abrir o show do Gil foi uma das coisas mais surreais que já fiz. Primeiro, porque era meu show de estreia; e, segundo, pelo próprio Gil. Era algo impensável na minha vida abrir o show de alguém com a importância dele e, de repente, eu estava lá!

Acabou o nosso show e ainda não tinha caído a ficha. Só fui entender de fato o que estava acontecendo depois do show dele, quando eles nos recebeu para tirarmos fotos (tietamos mesmo! rs). Ele comentou que tinha ouvido um pouco do nosso, e falou música por música das poucas que viu. Dormi feliz uma semana inteira! É o tipo de coisa que te marca e ninguém pode tirar de você.


Vídeo: Paulo Gallo / Varal Diverso

É difícil conseguir espaço para cantar em Ribeirão Preto?
A comunidade musical de Ribeirão é muito talentosa. Infelizmente, a cidade ainda tem poucos espaços voltados para a música que não é comercial — embora tenha público. Então, os poucos espaços que a cidade dispõe acabam sendo bem concorridos. Uma pena!

O que você apresenta no "À flor da pele"?
Esse show é forte! As músicas foram escolhidas e rearranjadas para deixar as pessoas sem ar. Quem for, vai se emocionar com músicas já consagradas e com músicas de compositores da nossa cidade. A formação também é um pouco diferente para evidenciar a atmosfera de sensibilidade que queremos criar. O quarteto é formado por bateria, percussão, piano e baixo.

O que tem ouvido que te inspira?
Tenho procurado ouvir cantores e compositores jovens. Nina Wirtti é uma cantora com um repertório lindo das antigas. Descobri Renato Martins a pouco tempo, que faz umas letras maravilhosas. Gosto muito de Pedro Miranda e Adriana Moreira. Da parte instrumental, tem um pessoal do choro com uma linguagem bem moderna, como o quarteto Aeromosca, o Grupo Tungo e Alexandre Ribeiro Quarteto.

SERVIÇO

Gabriela Francheck: À flor da pele

22 de outubro (quarta-feira), às 20h30
Auditório do Sesc Ribeirão Preto (202 lugares)
Rua Tibiriçá, 50 – Centro
Ingressos: R$ 2 (comerciáro), R$ 5 (meia) e R$ 10 (inteira)
Informações: (16) 3977-4477

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