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Entrevista com Hélio Flanders, vocalista do Vanguart

Entrevista com Hélio Flanders, vocalista do Vanguart
, em 28/05/2014, às 22:29 (atualizado em 14/06/2014, às 12:19)
Vanguart em 2013, no Sesc Ribeirão Preto (Foto: Analídia Ferri/Varal Diverso)

Por Analídia Ferri
Vídeos e edição: Paulo Gallo

O Varal Diverso entrevistou Hélio Flanders, vocalista da banda Vanguart, que se apresenta no João Rock no próximo sábado (31/05). Hélio também fará uma participação especial no show da banda Motormama, no dia 5 de junho, no Sesc Ribeirão Preto. Além disso, os meninos do Mato Grosso se apresentam em São Simão, em uma praça, de graça! — o show é no dia 28 de junho, e a cidade fica aqui do lado, a 45 km de Ribeirão Preto.

Sempre muito receptivo com a galera de Ribeirão Preto, Helinho contou um pouco sobre o show que a banda fará no João Rock, da turnê Muito mais que o amor (quarto álbum da banda), e os planos do Vanguart para gravar o segundo DVD, previsto para o próximo ano.

Veja a programação completa do João Rock aqui!

Pelo o que vimos na agenda, vocês estão com diversos shows marcados para o interior de São Paulo. O que acham de tocar nessas cidades menores e como são recebidos por aqui?
São Paulo é bom porque permitir isso, tem cidades que podemos viajar para tocar, e Ribeirão é uma das principais do estado. Acaba sendo muito legal, porque todos os nossos shows em Ribeirão são sempre bacanas. É uma cidade muito importante nessa turnê nova e é muito legal poder tocar aí de novo.

Nesses shows pelo interior, alguns são pela Virada Cultural Paulista e outros pelo Circuito Cultural Paulista. O que vocês pensam sobre apresentações assim, gratuitas, e quase sempre para um público novo?
Eu acho que a possibilidade de fazer shows de graças são as melhores. Se a gente pudesse, só faríamos shows assim. Isso só aproxima o público. A relação entre artista e público fica mais honesta e próxima. Isso é ótimo! O Brasil não está fácil, porque ainda tem gente que cobra ingressos muito caros e se todo mundo começar a cobrar ingresso caro, a música brasileira acaba.

No próximo final de semana, vocês participarão pela primeira vez do João Rock. O que vocês acham de se apresentar em festivais assim, e ao lado de grandes bandas nacionais?
No começo da banda nós viajamos por muitos festivais independentes e isso foi muito importante para podermos crescer e entender um pouco de palco. Ficamos anos viajando e, nesse tempo todo, acabamos fazendo grandes festivais de abertura de show, como o Lollapalooza, Planeta Terra e tal. São os melhores shows, porque conhecemos gente, tocamos com outros artistas, o público geralmente está muito aberto e afim de assistir, então é sempre bacana. Esse tipo de show acaba tendo uma dinâmica um pouco diferente, porque geralmente é menos tempo, temos que abrir mão de algumas coisas e a gente procura fazer um show mais rock’n’roll, pra mostrar que somos rock também.


Hélio Flanders, vocalista do Vanguart, em show do ano passado em Ribeirão Preto (Foto: Analídia Ferri/Varal Diverso)

O que o público pode esperar no sábado?
Esse será um show mais rock, vamos tentar tirar as músicas mais tristes. Vamos ver se a gente consegue, né?! É um show mais pra cima, com mais energia do que em um teatro. Ultimamente, a gente tem sido muito bonzinho, tocado mais em teatro... então é bom voltar às raízes!

Na próxima semana, você participa do show da banda Motormama, de Ribeirão Preto. Como será esse show? Já planejaram algumas músicas?
Eu conheço o som do Motormama há algum tempo já, sempre gostei muito e conheci o Régis [vocalista da Motormama] em shows que fizemos em Ribeirão. Sempre trocamos ideias sobre música e rolou esse convite de fazer a participação no show deles. Eu adorei, gosto muito da banda!

Recentemente, vocês tocaram alguns covers em rádios e programas, como "Beijinho do Ombro" (Valesca Popozuda) e "Bilhetinho Azul" (Barão Vermelho), que renderam uma boa repercussão para a banda. Vocês têm planejado alguma coisa para os novos shows?
Elas não estão sendo tocadas nos shows. A gente sempre gostou de versões, tocamos de Beatles a Neil Young, Cazuza... e sempre gostamos de fazer as nossas versões. E foi na brincadeira, casos isolados, algumas músicas são engraçadas e ok... mas, Beijinho no Ombro eu acho maravilhosa! Eu amo essa música, acho engraçada, divertida. Tem gente que fala que a música é uma porcaria, mas pô, Mamonas Assassinas é uma porcaria? Aí você diz: "Ah, mas não é que ruim!" Não dá pra julgar Mamonas Assassinas com senso crítico, porque é uma piada. Beijinho no Ombro é a mesma coisa, é incrível, só que além de tudo tem uma puta melodia legal. Eu acho super divertida essa coisa de fazer piada com a inveja dos outros. A gente precisa se levar menos a sério, sabe? Ainda mais o Vanguart, que é superpesado, com senso poético muito forte. Então, juntei essas coisas: fazer piada e tocar essas melodias boas e tal.

Em 2009, vocês lançaram o único DVD da banda, com as músicas do primeiro disco. Têm planos para lançar um novo?
A gente deve gravar um DVD com essa turnê Muito mais que amor. Esse ano não, mas no próximo deve rolar. A turnê desse disco será registrada, mas ainda não sabemos a data disso. Mas vai acontecer.

Como vocês definem essa trajetória ao longo dos quatro discos? E como se sentem olhando para trás?
Temos muita gratidão pelo que rolou, pelas pessoas que conhecemos, nosso fãs... é um presente. Vemos muitos artistas supertalentosos no Brasil que não conseguiram chegar onde a gente está, e somos muito gratos a tudo isso. Mas sabemos o que trabalhamos e quanto abdicamos de várias coisas, da nossa casa, nossa cidade. Somos muito felizes com tudo que rolou, fizemos escolhas certas sem saber que eram certas e erradas, também sem saber que eram erradas. Mas nada a lamentar, apenas comemorar, agradecer e seguir adiante. Tivemos sorte e trabalhamos muito por isso!

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Quase Janis

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