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Oficina de fanzines quer resgatar mídia underground

publicado em: 29/01/2015 - 21:16
atualizado em: 30/01/2015 - 12:31

Oficina de fanzines quer resgatar mídia underground

Por Francine Micheli
Fotos: Angelo Davanço / Arquivo pessoal

Muitos de vocês podem sequer saber o que é um fanzine, muito provavelmente pela idade. Mas para quem já conhece e quer aprender mais sobre essa expressão midiática, temos uma boa notícia: entre os dias 3 e 26 de fevereiro, acontece em Ribeirão a oficina “Faça Zine”, às terças e quintas-feiras à noite. As inscrições podem ser feitas até o sábado, 31 de janeiro.

Além de aprender sobre a história dos fanzines e comunicação alternativa em geral, os participantes da oficina vão colocar a mão na massa e deverão produzir  um zine que será lançado ao final do curso. Uma experiência e tanto para quem já nem se lembrava de como se fazia jornalismo antes dos computadores.

Quem ministra as aulas é o jornalista e fanzineiro Angelo Davanço, que divide seu tempo entre a redação de um grande jornal e a produção do seu zine, batizado de A Falecida há 24 anos. O projeto, que nasceu nos tempos da faculdade, foi criado junto com José Luís Gomes, com quem Angelo trabalhava na EPTV, e com o Milton Montero, seu amigo de infância. A Falecida não fez jus ao nome e sobreviveu e agora a ideia é lançar pelo menos uma edição por ano.


Capas de "A Falecida"

“Hoje em dia é bem difícil encontrar alguém que saiba o que é um fanzine, essa coisa pré-histórica. Mas quando começam as atividades e todos têm a oportunidade de mexer com papel, cola, tesoura, uma coisa meio lúdica, todo mundo curte”, explica Angelo. “O que tenho feito é misturar o zine clássico com novas tecnologias, como redes sociais e blogs, assim consigo chegar num público mais amplo”.

Mas o que é um fanzine, afinal?

É uma publicação despretensiosa, produzida de maneira artesanal com o que hoje em dia os programas de computadores fazem. Ou seja, papel, cola, tesoura, grampeador, máquina de escrever e bastante paciência.

O nome fanzine é uma junção das palavras fan e magazine, já que essas impressões eram criadas por fãs de alguma coisa. Os temas, no início, eram histórias em quadrinho, bandas, ficção científica, poesia, etc. Os primeiros fanzines surgiram nos Estados Unidos em 1929 e sempre foram ligados à cultura underground, já que não eram veículos oficiais.


O guitarrista dos Rolling Stones, Ronnie Wood, autografando um fanzine A Falecida

Fã de carteirinha

O ilustrador e publicitário Adilson Terrível é fã confesso de fanzines e diz que, nos anos 90, era viciado na coisa. “O fanzine era a minha internet na época, onde eu ficava sabendo dos discos, filmes e livros que não chegavam em lugar nenhum. Como eu produzia, sempre trocava com outros fanzineiros”, lembra.

“O que mais me motiva a continuar fazendo fanzines é saber que isso é a essência da comunicação. Você pensa na pauta, corre atrás de executá-la, escreve, edita, diagrama, revisa, fotografa, monta, divulga, vende, e tudo com o que se tem à mão. Para você ter uma ideia, não sei mexer com photoshop, estas coisas, então diagramo A Falecida em Word mesmo. Claro que hoje uso muito mais o computador, mas no início, era na base da máquina de escrever e nada nos impedia de dar o recado”, diz o fanzineiro.

SERVIÇO

Oficina “Faça Zine”, com Angelo Davanço
De 3 a 26 de fevereiro

Onde? Oficina Cultural Candido Portinari (rua Visconde de Inhaúma, 490, 1º andar – Centro)
Quanto? Inscrições gratuitas até o dia 31 de janeiro (sábado)
Informações: (16) 3625-6161 ou (16) 3625-6970

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