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Conheça a tradição da cerveja em Ribeirão Preto

Conheça a tradição da cerveja em Ribeirão Preto
, em 01/07/2014, às 20:03 (atualizado em 07/03/2017, às 16:31)
Bar e restaurante Pinguim no Edifício Diederichsen, em agosto de 1936 (Foto: Gullaci / Arquivo Público e Histórico de Ribeirão Preto, álbum "Edifício Diederichsen")

Por Analídia Ferri

A produção artesanal e o hábito de beber cerveja em Ribeirão Preto teve origem com os imigrantes, em meados de 1892, principalmente com dois pequenos produtores. A primeira grande cervejaria foi a Livi & Bertoldi, que ficava na rua Capitão Salomão, onde eram produzidas bebidas variadas, como vinho branco, licores, água, conhaque, rum e a cerveja Mulatta.

Outra cervejaria que fez história na cidade foi a São Domingos, na década de 1950, liderada pelos sócios Domingos Baptista Spinelli, Domingos Innechi e Francisco Cláudio Inechi, que funcionou na rua São Paulo e fabricava as cervejas Sinhá Chopp, Sinhazinha (escura) e Chopp Sinhô.

A famosa fábrica da Cervejaria Antarctica foi inaugurada na cidade em agosto de 1911 e um ano depois, a Companhia Cervejaria Paulista também passou a funcionar aqui, sob o comando de empresários ribeirão-pretanos. Juntas, elas se tornaram as duas maiores cervejarias da cidade, movimentando o comércio e indústrias locais. 

Ambas eram as principais concorrentes até a década de 1970, quando elas se fundiram, em 1973, e criaram a Cervejaria Antarctica Niger S/A, onde hoje funcionam os Estúdios Kaiser de Cinema. Dependendo do ponto da cidade em que você estiver, dá para ver de longe a chaminé com as palavras Poker e Niger, cervejas que eram produzidas pela fábrica.

O famoso pinguim dos rótulos da cerveja surgiu em 1935 e um ano depois foi inaugurado o bar e restaurante Pinguim, localizado no Edifício Diederichsen. O chope oferecido pelo estabelecimento se tornou famoso e passou a referenciar Ribeirão Preto de maneira tão expressiva, que a cidade foi cognominada de “Capital do Chope”.

A famosa lenda da serpentina de chope do Pinguim, que diziam ser ligada à fábrica da Antártica, permanece sendo um mistério até hoje. A Antarctica Paulista fechou suas portas oficialmente em 2003 e, durante todo o seu funcionamento, a lenda projetou Ribeirão como a capital do chope. A soda limonada e o guaraná também chegaram a ser produzidos por aqui.

Com informações dos livros da série Coleção Nossa HistóriaFilhos do Café: Ribeirão Preto da terra roxa – Tradicional em ser moderna.

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