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Ribeirão-pretanos estarão em mundial de break nos EUA

Conheça história dos Funk Fockers, grupo que participa de campeonatos pelo mundo e acabou de ganhar uma vaga na final mundial. Eles ficaram conhecidos após uma polêmica na TV.
Ribeirão-pretanos estarão em mundial de break nos EUA
, em 06/05/2014, às 23:08 (atualizado em 27/08/2014, às 13:28)
Mixa, HP, Onnurb e Luan, parte do Funk Fockers (Foto: Divulgação)

A crew ribeirão-pretana Funk Fockers venceu, no último final de semana, o maior campeonato de break da América Latina: a edição brasileira do Freestyle Sessions, que aconteceu na Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo. A conquista rendeu ao grupo um lugar para representar o Brasil na final mundial, que acontece em novembro, em San Diego, Califórnia.

Criado em 2009, o grupo de dança tem 11 integrantes e já coleciona títulos louváveis, como o segundo lugar no campeonato mundial do ano passado, que aconteceu na Dinamarca, e o troféu de melhor show, conquistado no World Street Dance, na França, no início deste ano.

Sem nenhum patrocínio, o grupo conta com a sorte e com a confiança em seu trabalho para participar das competições. “Viajamos com nossa própria grana, só com a ida garantida. Quando ganhamos a prova, ganhamos também a nossa volta”, conta o integrante Allan Barbosa Lopes, o Mixa, de 29 anos. “Assim é bem mais divertido”, ri.

A competição de freestyle geralmente não tem coreografia. No último campeonato, por exemplo, o Funk Fockers venceram diversas batalhas de dança no improviso, enquanto o dj soltava um som. Cada batalha chegava a durar 5 minutos.


Foto: Divulgação

Polêmica

Em 2011, o Funk Fockers protagonizou um episódio pra lá de intrigante no programa “Se ela dança, eu danço”, do SBT. Depois de passarem por várias seletivas, os dançarinos se recusaram a se apresentar e ainda mandaram uma mensagem pra quem quisesse ouvir.

“Chegamos achando que era uma coisa e, na verdade, aquilo era uma mentira. Os jurados desvalorizavam as pessoas, escolheram músicas sem nenhum conteúdo, que não representavam a cultura hip-hop. Eles usam o hip-hop só para o marketing deles”, conta Mixa. O grupo abandonou a prova, enquanto muitos achavam que eles estavam loucos.

No entanto, a reação do grupo causou um impacto positivo na comunidade. “O pessoal do hip-hop de verdade se sentiu representado”, disse.

No Quintino II

O grupo Funk Fockers ensaia três vezes por semana, com sessões de até 3 horas de dedicação, no Centro Cultural do Quintino Facci II. Segundo Allan, foi o único local a dar apoio para o grupo. Como retribuição, os dançarinos oferecem aulas de break, grafitagem e discotecagem para as crianças da comunidade, além de workshops com dançarinos brasileiros e internacionais.

Texto: Francine Micheli
Edição: Paulo Gallo

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