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Quase Janis

publicado em: 31/07/2014 - 16:55
atualizado em: 01/08/2014 - 10:59

Quase Janis
Gika Bacci parece incorporar Janis Joplin no palco e quer levar seu tributo para além de Ribeirão (Foto: Carol ABR)

Por Francine Micheli
Fotos: Divulgação / Arquivo Pessoal

Com 25 anos, revezando o tempo entre a música e a publicidade, Gika Bacci é hoje uma das maiores revelações dos palcos da cidade. Ela jura que queria ter a delicadeza da Sandy, mas o que desabrochou mesmo nela foi uma potência vocal de arrepiar e ainda um jeito que parece que Janis Joplin está bem ali, na sua frente, esfumaçando e sacudindo tudo.

O Varal Diverso conversou com a artista e, na entrevista a seguir, você vai saber quem é Gika Bacci. Uma menina engraçada, que ensaiava escondida da família e se transforma na primeira tragada antes de soltar a voz. 

Gika, o projeto "Janis Joplin Tributo Brasil" começou em 2013, mas quando foi que você começou a cantar? E como foi que descobriu que tinha o timbre tão parecido com o da Janis?
Depende do ponto de vista: eu canto desde que tinha uns quatro anos, mas profissionalmente desde 2007, quando a Soul Bluesy (banda em que eu estava na época) abriu pra Mallu Magalhães e o Sesc'n Blues. Alguém tinha me dito uma vez sobre o timbre da Janis, mas quem afirmou isso de vez foram os meninos da banda, quando decidiram fundar o projeto.

Foto: Swamy HatzinakisComo estão os shows? Vocês têm se apresentado fora de Ribeirão?
Os shows estão bem, cada vez mais pegados, com feeling. Ainda não apresentamos o projeto fora de Ribeirão, mas estamos trabalhando nisso! Deus, ajuda nóis aí!

E as críticas, o que você tem escutado em relação às apresentações?
Graças a Deus, eu e os meninos só temos escutado criticas boas em relação ao show! Críticas positivas em relação à performance, ao som e ao show como um todo. Inclusive, também estamos recebendo críticas positivas em relação ao nosso sex appeal no palco (risos).

Como foi a escolha dos músicos para te acompanhar?
Os músicos que fundaram o tributo eram os mesmos da Rod of Blues, uma banda de blues, jazz e R&B que tínhamos; eu, Alcimar Santos, Eduardo Mizuta e Rodrigo Oficiati. Achamos necessário um tecladista, então chamamos o William Rodrigues (vulgo Jassa). Porém, agora estamos um guitarrista novo, um monstro das cordas, que é o Felipe Poch.

Cantar Janis exige esforço vocal e cuidados. Como você se prepara para subir ao palco?
Queria ser igual a Sandy... mas, sinceramente? Antes de subir no palco, dou uma bela tragada num cigarro e pronto!

Como começou a sua relação com o blues? Tem outras cantoras que te inspiram?
Pra falar a verdade, eu não conhecia muito esse estilo. Minha raiz é o grunge — Nirvana, Silverchair, Pixies, Hole etc. Até um belo dia que o meu amigo Marcelo Waki me apresentou pra esse cara chamado Blues. Tudo começou com Hoochie Coochie Man, do Muddy Waters, em 2007. Tenho várias divas, não necessariamente do blues. A rainha do meu coração é a Chaka Khan! Depois vem Aretha Franklin, Elis Regina, Etta James, Sinéad O'Connor, Beth Carvalho, Janis Joplin e as Spice Girls! (E é sério!)


Foto: Carol ABR

Você também tem músicas próprias. Pretende lançar um show novo, ou um disco com elas?
Tenho! Componho minhas músicas desde que eu tinha uns 13 anos. Gosto delas. Mas elas não têm nada a ver com o blues, aliás, elas não tem a ver com nada. Tentei seguir a linha do grunge e até cantar como o Kurt (risos), mas é tão "meu" que eu nem sei em qual estilo se encaixa. Quem ouve gosta, pelo menos. Tenho planos pra um disco com elas sim. E um show só com elas seria maravilhoso, acho que poderia morrer feliz depois. 

Era um sonho antigo ser artista? E a família, sempre apoiou?
Era, sempre foi e sempre será. Me vejo desde pequena imitando David Bowie e Laura Pausini com os CDs da minha mãe, imaginando estar em cima de um palco. A família não apoiou muito não, só a minha vó materna (foto ao lado) e o meu pai davam uma forcinha. No começo, tinha que ensaiar e fazer os shows escondidos. Era época de terceirão, cursinho, queriam que eu estudasse. Essa aprovação só veio quando eles viram meu show no Sesc'n Blues, eu tão nova, com aquela força vocal. Ficaram impressionados. Depois disso, apoio total da família! 

É complicado conciliar a música com a publicidade ou você leva numa boa?
Ah, por enquanto é sussa. Acho que a única coisa que liga essas duas atividades é a criatividade. Mas são criatividades diferentes, então provavelmente são duas Gikas atuando. A Gika publicitária eu até conheço, mas ainda não tive oportunidade de conhecer e conversar com a Gika que está em cima do palco. Ela entra e sai de cena muito rápido. 

Quando e onde serão os próximos shows?
Ainda não temos datas, não. Então, só Deus sabe! Estamos com uma equipe igual aquela do Teleton que fica ligando pro pessoal, tentando conseguir show. Mas sempre anunciamos na página Janis Joplin Tributo Brasil quando temos alguma data. Então, fiquem ligados!

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